Síndrome do impostor: como driblar a autossabotagem?

“Eu não sou tão inteligente”, “eu não sou tão boa quanto as pessoas pensam”, “eu tive sorte”… se alguma vez você já falou alguma dessas frases e, acompanhada delas, não se sentiu merecedora da posição que ocupa onde trabalha, você pode estar com a síndrome do impostor. Esse é um tipo de síndrome que faz com que as pessoas se sintam incapazes mesmo sendo altamente qualificadas. 

Os estudos sobre síndrome do impostor começaram em 1978, com as psicólogas norte-americanas Pauline Clance e Suzanne Imes, que realizaram uma pesquisa com 150 mulheres em posição de destaque profissional. O que esse primeiro estudo constatou é que quanto mais respeitadas e bem-sucedidas, mais as mulheres se sentiam inseguras e uma fraude.

E esse cenário ainda se repete nos dias de hoje: recente estudo conduzido pela consultoria KPMG, e feito com 700 mulheres que ocupam cargos de vice-presidente sênior, mostrou que 57% dessas profissionais já sentiram a síndrome da impostora após assumir o papel de liderança.

Mas como a síndrome do impostor age e deixa vestígios na vida de mulheres que já alcançaram o sucesso? Descubra agora.

O que significa a síndrome do impostor?

A síndrome do impostor é uma desordem psicológica que gera uma padrão de comportamento ou de pensamento em que a pessoa se sente insegura em relação às próprias capacidades. Em outras palavras, ela não consegue reconhecer as próprias realizações como resultado de seu próprio esforço.

Esse padrão gera diversos sentimentos negativos, como insegurança, baixa autoestima, complexo de inferioridade e intenso medo de exposição, já que a pessoa acredita ser uma fraude e sua incompetência será descoberta a qualquer momento.

Síndrome do impostor: sintomas

Diante do constante receio de ser desmascarada, a pessoa com síndrome do impostor cria alguns mecanismos de defesa para lidar com a insegurança, como:

  • Esforço exagerado: excessiva preocupação em mostrar resultados para justificar o sucesso.
  • Autodepreciação: grande intolerância com os próprios erros e necessidade de agradar a todos.
  • Medo de exposição: receio de avaliações e julgamentos que levem as pessoas a descobrirem sua fraude.
  • Procrastinação: hábito de adiar tarefas e compromissos por medo de que o resultado seja criticado.
  • Autossabotagem: por encarar o fracasso como inevitável, mina as chances de sucesso nas atividades.
  • Inadequação: constante sentimento de não pertencimento e merecimento de eventuais reconhecimentos.
  • Autodepreciação: autocrítica excessiva que leva a desacreditar dos próprios discursos e pensamentos.

Síndrome do impostor: principais consequências

Pela grande dificuldade de acreditar nas conquistas como fruto do próprio esforço, quem tem síndrome do impostor acaba sofrendo algumas consequências, que acabam gerando ainda mais insatisfação e criando o ciclo da autossabotagem e demais sintomas.

Entre os impactos negativos da síndrome do impostor estão:

  • Perda de prazos por perfeccionismo.
  • Baixa produtividade por não aceitar os próprios erros.
  • Altos índices de pressão consigo e estresse (que podem levar ao Burnout).
  • Recusa a promoções de trabalho por autossabotagem.

Síndrome do impostor: como driblar?

Se você reconheceu um ou mais sintomas e já vivenciou algumas das consequências citadas, chegou o momento de driblar a síndrome do impostor e tratar esse transtorno. O primeiro passo é procurar ajuda profissional para que o especialista possa dar o diagnóstico preciso e conduzir o melhor tratamento, como a psicoterapia ou Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC).

Além disso, comece a exercitar uma mudança de pensamento quanto ao que você faz e o resultado disso e a buscar hábitos mais saudáveis para um maior bem-estar. E lembre-se sempre: você não precisa passar por isso pelo resto da vida! Procure ajuda e aprenda a desfrutar das suas conquistas.

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